É de chorar ? Lógico que é.

Estamos falando de Kristin Hannah, a autora que quebra nosso coração , mas que não deixamos de ler... porque simplesmente ela escreve coisas maravilhosas!

Foi assim com o super amazing Amigas para sempre e foi assim com O Rouxinol.



A história se passa em dois tempos.

Em 1995. Um velha senhora, arrumando suas coisas para ir morar em um asilo. Mas não é qualquer uma. É uma sobrevivente da II guerra. E assim ela vai se lembrando.

Tudo começa em 1939 e termina em 1945, estou falando da guerra, não das consequências que ela trouxe.

Isabelle e Vianne são duas irmãs tão diferentes quanto sol e lua. Abandonadas pelo pai na casa de uma tia, após a morte de mãe, elas criaram diferentes formas de viver .Enquanto Isabelle, a mais nova, é mais impulsiva, corajosa e não tem papas na lingua, Vianne, é mais calma, só quer um lugar tranquilo para sua família e alguém que a proteja.

Você não está sozinha, nem está no comando- disse a madre com delicadeza - Peça ajuda quando puder. Em tempos sombrios como esses, acho que é assim que servimos a Deus, uns aos outros e a nós mesmos.

É assim que a guerra as encontra. Morando em um vilarejo na França, Vianne vê seu marido partir para a guerra, deixando a só em casa com a filha de oito anos, Sophie, e seu emprego de professora. Sua melhor amiga Rachel, também fica, com seus filhos Sarah e Ari.

Mas os efeitos da guerra começam a fazer efeito quando os nazistas se apropriam de tudo na França, inclusive das casas. É desse jeito que o oficial Wolfgang Beck se aquartela na casa de Vianne, e que depois de algum tempo a faz sentir coisas por ele. Mas entre rações mais que minguadas, mortes, ser violentada, deportações e ver seus amigos judeus serem tratados como gado, ela descobre que pode sim fazer alguma coisa, mesmo que isso possa causar danos.

Isabelle, não entende como sua irmã pode aquartelar um nazista em sua casa, mesmo que aparentemente seja bom para ela. E como sempre foi contra essa rendição francesa, isso faz com que ela se junte a Resistência, um grupo de homens e mulheres que lutam pela libertação da França. Assim , ela vira Juliete Gervaise . Mas ela sabe que viver desse modo é perigoso, e que seu amor por Gaeton, o homem por quem ela se apaixona, pode não conhecer o dia seguinte.

Eles estavam em guerra. Tempo era o único luxo de quem ninguém dispunha. O amanhã parecia tão efêmero quanto um beijo no escuro.

O livro é maravilhoso. Para quem gosta de histórias sobre a II guerra vai adorar, mesmo sendo ficção. Ele é agridoce, ele tem o tempero certo para te chocar com o que o ser humano tem de mais nojento, mas ainda assim acreditar em uma coisa tão singela como o amor.

A história das duas irmãs, e a maneira como elas atuam durante a guerra é a base do livro. Enquanto um luta, colocando a vida em perigo ao fazer travessias de pilotos americanos e fazendo parte da Resistência Francesa, outra acaba aquartelando um nazista em sua casa para proteger sua filha e sua casa.

Isabelle, ou Juliette, é impulsiva, questionadora e rebelde. Não aceita ordens, muito menos aceita tudo com tranquilidade. Ela não demonstra mas sofre muito com o descaso do pai e porque não dizer da irmã também. Isabelle é aquele tipo de pessoa que transborda emoções, tudo o que ela faz é com paixão, com intensidade, com determinação. Sua ajuda foi de importância vital para a Resistência.

O romance dela com Gaeton faz a gente suspirar. É aquele tipo de amor que a gente sabe que ultrapassa as barreiras do tempo e nunca morre.

Vianne, sempre quis a calmaria de uma vida na pacata vila onde mora com sua filha e seu marido. Depois de tantos abortos, sua filha é sua jóia preciosa. A guerra chega para acabar com essa calmaria, uma vez que Antoine vai para o front junto com o marido de sua melhor amiga, e ela acaba tendo a casa requisitada para a moradia de um oficial nazista. Ela não entende como Isabelle, depois que seu pai a manda de novo para morar com ela, pode se arriscar tanto, afinal também está em jogo a sua vida e de sua filha.

Eles não podiam tocar meu coração. Não podiam mudar quem eu era por dentro. O meu corpo...eles destruíram nos primeiros dias, mas não meu coração.O que quer que ele tenha feito, foi no seu corpo e seu corpo vai se recuperar.

Seu relacionamento com Beck, faz com que você quase se esqueça que ela é casada, e que ele também é, e as circunstâncias que estão passando. Sim, eu torci pelos dois. Tudo para depois a autora arrebentar meu coração colocando no lugar dele um homem horrível e que me fez ter ódio dele.

O relacionamento delas com o pai é uma história a parte. No começo fiquei com raiva dele, mas no fim, meu coração se partiu pela familia que poderiam ter sido.

As duas parecem ser bem diferentes, mas no decorrer da história vemos o lado sensível de Isabelle e o guerreiro de Vianne. Assim como uma França que eu nunca tinha visto, entregue na mão dos nazistas, pelos próprios franceses.

Isso foi algo que me chocou, afinal, sempre li nos livros sobre a Gestapo, os nazistas, mas nunca sobre a participação dos franceses neste lado da história, sempre é focado na resistência e nas mulheres que trabalharam para que isso acontecesse, e o que aconteciam a elas se fossem pegas.

As mortes foram as mais sofridas, e foram muitas. Algumas te chocam, a ponto de você ficar relendo a mesma frase para se dar conta que realmente aconteceu. Os campos de concentração ainda chocam, mesmo tendo visto centenas de documentários, filmes, livros, acho que nunca vou para de me chocar com isso, em como o ser humano pode ser nojento a ponto de fazer isso com outro.

O final do livro é simplesmente lindo. A identidade da senhora é finalmente revelada, e embora eu tenha desconfiado de quem era, mesmo assim, você se surpreende.

Todos somos frágeis , Isabelle. É uma coisa que aprendemos na guerra.

Super Indico.

Bjs Bjs

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