Sabe aquele livro que você simplesmente nunca deu nada por ele?! Aquele que você comprou numa promoção durante alguma bienal e figurou por bastante tempo na sua estante, e você nem dava muita bola pra ele... Aquele que virou série lá fora, e já está na segunda temporada (ainda não consegui por minhas séries em dia =/)... Aquele que quase não teve marketing quando foi lançado pela iD...

Enfim, imagino que vocês já devem estar adivinhando qual livro é o objeto desta resenha (afinal, a Fran já havia avisado que iria resenhá-lo quando falamos dos eventos promovidos pela editora). Podia ser qualquer um sobrenatural, com bruxas e, ou que o for, mas não... É um livro que me surpreendeu imensamente, pois não esperava aqueles elementos, a narrativa, tampouco a qualidade da obra. *--*

E assim, meus amigos, vou começando a resenha de um livro que me cativou desde a primeira página e não consegui largar até ver o final estupendo e louco, que está me agoniando pela continuação... As Feiticeiras de East End.




Numa cidade-ilha esquecida pelos mapas, e por todos, nas proximidades de Nova York, vive uma família aparentemente um pouco peculiar.

Joanna, é uma mulher forte e determinada. Está separada há alguns anos (ou melhor séculos cof cof) do seu marido, e com tamanha resolução criou sozinha suas duas filhas, uma certinha e a desmiolada. Sua maior paixão é Tyler, um fofo menino de 4 anos que foi morar em sua casa quando os pais foram trabalhar pra ela. Cozinhar doces é sua forma de distrair, principalmente quando está tentando resolver algum problema das filhas.

Não que alguém precisasse de marido. Ela sabia disso. Isso já tinha feito. Se em alguns dias ela se sentia como uma feiticeira velha toda enrugada com interior seco como poeira e cuja pele não tocara a de um homem por tanto tempo, esses eram os dias em que ela realmente sentia pena de si mesma.

Ingrid é a filha mais velha. A bibliotecária, a certinha, a responsável. Na verdade é a chata da família (não é minha opinião, pois ela é minha preferida, porque ela trabalha na biblioteca), e não liga para festas, homens (aham, vai nessa) ou qualquer outro tipo de distração que a afasta de suas obrigações. Tem um amigo mega fofo na biblioteca e vive achando que o policial gostosão está dando em cima dela (mas gente se ela acha, porque ainda não agarrou o homi tudibom??), mas evita a vida a seu redor (vai entender).

Solteirona. Tia. Celibatária. Ingrid Beauchamp sabia o que as pessoas pensava dela; ela já observara a maneira com que elas se amontoavam e cochichavam com as mãos em concha enquanto passava pela biblioteca, devolvendo livros nas devidas prateleiras.

Freya é a mais nova. A cabeça de vento da família, e claro a mais engraçada, a mais maravilhosa e encantadora personagem de todo o livro, afinal ela que agita TUDO. Freya trabalha como bartender e aparenta ter apenas 18 anos. Seus drinks são famosos na região por parecerem poções de tão fantásticos!! Freya está noiva do multimilionário que acabou de se mudar para a cidade, mas está irremediavelmente atraída pelo irmão do seu noivo (que pelo amor de deus nórdico, que homi lindo é esse). Claro que todas os problemas da família são causados pela inocente Freya.

A bartender de cabelos vermelhos tinha um jeito especial de fazer coquetéis: o gim e a tônica adstringente e estimulante, o dark and stormies, lascivo com uma pegada. Era festa todas as noites, e todas as noites terminavam com os clientes dançando no bar, perdendo a inibição e, de vez em quando, a roupa. Se você viesse ao North Inn sozinho e estivesse se sentindo tristonho, saía de lá com um novo amigo, ou com uma ressaca; às vezes, com ambos.

A família Beauchamp (essas daí) podem parecer uma família normal, um pouco louca, mas normal. Porém essas mulheres escondem um terrível e mágico segredo. Elas são bruxas e estão condenadas a vagar na terra por alguns séculos sem usar seus poderes e nem interferir na vidas dos humanos, (aliás adivinha de quem é a culpa de tudo isso). Mas uma não está muito satisfeita em continuar sua punição, aliás de uns tempos pra cá ela vem transgredindo mesmo, rs. Porém, um mal foi liberto, e a fim de se protegerem e tentarem descobrir a origem desse mal que atinge todos na ilha, as mulheres Beauchamp terão que desenterrar suas varinhas, relembrar seus feitiços, e espanar o pós das vassouras...

Viver sem magia tirara um pouco de brilho delas; mesmo sem perceber, elas se tornaram tão cinzentas e sem graça quanto o mundo mundano ao seu redor.

Joanna tem um poder único, trazer de volta a vida aqueles que acabaram de se perder do mundo material (enfim, revive os mortos). Ingrid, consegue curar as pessoas de suas enfermidades, em geral criando uns feitiços simples para “desatarem” os problemas que alguém enfrenta; e Freya tem além do dom das poções (dãããã, viram o porquê de ela ser uma bartender) o dom de perceber emoções das pessoas, não como se lesse os pensamentos, mas através das emoções, descobria MUITO sobre seus fregueses no bar, e ao seu redor.

Freya Beauchamp era feita de magia. Sem magia, ela era apenas alguém que servia coquetéis. Ela fora boa por tanto tempo, todas foram, e para quê? Qual o propósito de tudo, afinal? Era um desperdício de seus talentos; elas estavam destinadas a apenas viver nas sombras e desaparecer? Agir como se fossem comuns pelo resto de suas vidas imortais?

Cada qual com seus poderes. Cada qual com seus segredos. Revivendo a magia, inúmeros perigos voltam a surgir. Um mau adormecido ressurge e apenas as Beauchamp poderá detê-lo, ou saberá como. Às vezes tudo é muito mais do que aparenta, uma pessoa pode se fazer passar por outra, e tudo pode estar dentro do olho do furacão, calmo e tranquilo, mas com a tormenta revolta ao redor...


E com esse cenário, essas mulheres, essas feiticeiras aprenderão a se unir, aprenderão a confiar mais umas nas outras para deterem o inimigo em comum, e reviver antigas mágoas e pesadelos.

As Feiticeiras de East End foi um turbilhão de sentimentos, afinal com uma escrita tão despretensiosa e uma atmosfera de suspense, ação, humor e romance, conseguiu enfeitiçar e não me deixou largar por um segundo sequer.

Melissa de La Cruz trouxe uma história que poderia ser bem comum, se não trouxesse também uma boa dose de Mitologia Nórdica (pelo amor de Loki <3 <3 Tem deuses nórdicos nesta história *--* surtei milhões de vezes) que não só acendeu a trama como mexeu com a curiosidade em ver até onde ela levará isso. Um romance fabuloso, um triangulo amoroso poderoso e perigoso, uma magia há tempos esquecida <3

Elementos que fizeram esse livro se tornar de cara um dos meus preferidos em muito tempo do gênero, sem contar as cenas *hots* que só apimentaram minha relação com o livro he he he

Uma história não apenas de romance, bruxas, ou coisas do gênero... Uma história sobre uma família e sobre as relações que temos com nossa própria família e a forma como encaramos a vida. Somos quem nessa história, teríamos um pouco de todas as feiticeiras ou nos pareceríamos mais com alguma?!

Confesso que me identifiquei MUITO com a Freya, mas a Ingrid me conquistou com seu jeitinho solteirona forever hahahahaha E não deixe de dizer o que achou da resenha, do comentário, do livro e das feiticeiras rs


P.S. Nota de 4 corações foi por ser o primeiro da série, e pelo final que me deixou um pouco angustiada com a continuação rs

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