Quando a Ju me ofereceu um livro do Marc Levy, uma autor francês, para ler e resenhar , eu nem pensei duas vezes antes de aceitar ... Sou apaixonada por ele desde o livro “ E se fosse verdade” que é muito lindo ( tudo bem que ter um filme baseado nele e com o tchuco do Mark Rufalo ajudou bastante também).



Sinopse
Ambiciosa e apaixonada, a arqueóloga Keira comanda uma escavação no Vale de Omo, na Etiópia – e, quando uma tempestade de areia destrói o local, se vê obrigada a retornar à Europa. Mas traz consigo um estranho pingente, que recebeu das mãos de um menino etíope. Em Londres, disputando uma bolsa de pesquisa, seus caminhos se cruzam com o de Adrian, um renomado astrônomo – e seu ex-caso, de muitos anos atrás. Numa visita ao apartamento dele, ela esquece lá o pingente, acendendo em Adrian tanto o interesse científico pela origem do artefato quanto o amoroso por sua dona. Logo se tornará claro para o casal que eles não são os únicos interessados no pingente, e que há gente disposta a tudo para consegui-lo. Keira e Adrian partem numa viagem que os levará a vários continentes, seguindo mapas traçados a partir das estrelas e pistas enterradas no solo. E sua meta é achar a resposta para perguntas que intrigam a todos desde o início dos tempos.



Quando enfim chegou o livro dele “ O primeiro dia “ e a continuação “A Primeira Noite” , já comecei a ler.
A mais sincera humildade, para um homem com espírito científico, é aceitar que nada é impossível. Compreendo agora o quanto eu estava longe dessa humildade, até a noite em que encontrei Keira 

Porém tenho que dizer que logo larguei por que se tornou maçante, pelo menos para mim e já falo o porque.  Vários livros depois voltei a ler... e não é que me empolguei e não consegui mais largar até o final... Ainda não comecei a continuação dele, mas devo começar em breve.

“O Primeiro dia” conta a história de Adrian ( ou Adrianos em grego) e Keira. Ele é astrofísico e tem o sonho de achar a estrela mãe, a primeira a brilhar no céu. Ela é arqueóloga que sonha em encontrar o fóssil do primeiro ser humano na terra.

Quando o hoje passa a ter o ontem como assunto exclusivo, quando o presente se torna apenas saudade, timidamente escondida atrás de grandes risadas?
 
A forma como o livro é narrado é um pouco diferente. Nas partes de Adrian é o próprio Adrian que narra em primeira pessoa. E nas outras partes é narrado em terceira pessoa, que são exatamente a parte de Keira, Ivory e outras situações.  Essa forma de narrar mais para frente se torna um trunfo, pois conseguimos saber o que se passa na cabeça de Adrian, mas conseguimos também saber o que ocorre em volta.

Sempre me espantou essa maneira como a conjunção de pequenos detalhes decide o curso das nossas vidas. Ninguém ver as peças do quebra-cabeça implacavelmente se juntando, para nos levar a grandes reviravoltas


O começo do livro é extremamente detalhista, e quando falo detalhista é mesmo. Ele fala toda a técnica sobre ser um astrônomo e ela sobre ser uma arqueóloga, para quem gosta é um prato cheio, mas para quem não curte tanto assim, como eu, fica meio difícil continuar . Nesta parte, Adrian é um chato e a parte de Keira só é suportável por que ela tem um garotinho lhe fazendo companhia.

Como ir embora, no dia seguinte, sem nem mesmo tê-lo visto? Partir sem uma palavra é pior que um abandono, uma traição.

Mas depois de uma certa parte que é quando as peças começam a se juntar , e eles se encontram o livro se torna surpreendentemente bom. É sério.

É quando finalmente se encontram e partem para encontrar um objeto que se cair em conhecimento publico poderá ser uma catástrofe isso segundo alguns dirigentes pelo mundo. E é aí que começa toda a confusão...

Muita ação... assassinatos, perseguição vai mostrar que não são os únicos na caça do “ tesouro”. Ah e antes que pense que é um livro muito pesado, já falo que tem cenas românticas muito fofas *-*

Há primeiros beijos que podem mudar a sua vida. Mesmo que a gente não queira aceitar, é assim que acontece. Esses primeiros beijos, nos atropelam, sem aviso. O que pode também acontecer no segundo beijo, mesmo que venha 15 anos depois do primeiro.

Agora a minha humilde opinião. O Marc Levy é foda  fantástico. Ele começou bem devargazinho , com uma trama bem chatinha, para logo dar um boom na história, com personagens que se mostram cativantes, como o Adrian, que atrás da chatisse aparente se torna o professor bonitão, mas meio bobão eu confesso e um charme também, Keira que mostra uma lado sarcástico , ambiciosa e que topa fazer tudo em busca do seu sonho e do que quer inclusive mastigar papel para chamar atenção de um certo professor , o amigo de Adrian, Walter, que é um daqueles ingleses bem quadradinhos que vai se soltando aos poucos e se torna a graça do livro, a irmã de Keira, Jeanne, naquele relacionamento fraterno de amor e ódio, a mãe de Adrian, que acha que o filho é ... deixa pra lá, mas me rendeu boas risadas, assim como a tia dele, Elena e a vila grega e seus burros. E Ivory, que eu ainda não compreendi exatamente qual é o jogo dele, talvez no segundo eu entenda melhor.


Com um final que sinceramente eu não esperava e com um suspense do “será que...” o livro tem um ótimo gancho para o segundo.

Vou escrever para você aquela lista, meu amor, mas mais tarde, pois vou precisar da vida inteira....Ela também nunca acabou de escrever sua lista. Mas, em seguida, disse uma frase que nunca vou esquecer. Perder uma pessoa que a gente amou é horrível, mas pior ainda seria não tê-la conhecido.

“O primeiro dia” traz sacadas boas, tiradas geniais, vilões do alto escalão, mocinhos que não sabem que são mocinhos. Traz um retrato muito fiel das pessoas, com defeitos e tudo mais. Não tem aquela perfeição que cercam alguns livros.  E mostra diversos lugares do mundo, Inglaterra, França, Chile, China, Holanda, Etiópia ( confesso que procurei o Vale do Omo no Google depois de falarem tanto no livro =X) .

Há alguns trechinhos soltos do livro que achei muito fofos.

Há dias que somam insignificâncias, dias dos quais por muito tempo nos lembramos, sem poder exatamente dizer por quê.

Há dias que somam insignificâncias e deixam um vazio na alma. Momentos de solidão de que vamos nos lembrar por muito, muito tempo.

Há dias que parecem feitos de pequenas conversas que acabam nos levando a tomar certas decisões.

Indico a leitura, como já disse , se você for como eu,  o começo é maçante mas continue... vale super á pena.




Beijos ...





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