Sabe quando um livro te encanta pela simplicidade?

Então é esse da autora Lisa Papademetriou , lançamento da Editora Arqueiro, Uma história incomum sobre livros e magia.

Gigante esse título né ?



O livro conta a história de duas garotas, Kai e Leila, que não se conhecem, aliás no momento da história nem se encontram no mesmo país, mas as duas estão vivendo coisas diferentes em seu verão sem os pais, e com um livro cercado de magia.

Kai, vai passar o verão com a tia-avó, Lavinia, no Texas, em uma cidadezinha no meio do nada, com um calor estafante e sem a mãe que ficou procurando emprego em sua cidade. Lavinia está longe de ser uma tia avó, velhinha e desprotegida, muito pelo contrário ela é forte, lúcida, rápida nas resposta e ama rap.

Em seu primeiro dia de exploração da cidade, ela acaba fazendo amizade com uma garota chamada Doodle e um inimigo chamado Pettyfer, a familia de Pettyfer que é dona da Fábrica de caixões Caixão Americano é quem manda na cidade. Doodle é lepidopterologista, que é a pessoa que estuda borboletas e seu sonho é encontrar a Mariposa celestial, uma mariposa rara. Ela e Kai se aventuram em busca de encontrar uma mariposa para levar a feira de lepidopterologia, pela qual a cidade é conhecida por especialistas. O problema é que Pettyfer está sempre no encalço das duas, ele quer levar uma mariposa celestial também, só que morta.

Os poetas ás vezes são assim - respondeu Doodle - Agora vamos pegar uma mariposa.

Em meio a isso, Kai encontra um livro chamado Cadáver Excêntrico, um livro que ela só pode chamar de mágico, porque a história avança conforme ela escreve alguma frase. O livro pertencia a Ralph Flabbergast.

O que Kai não sabia é que em outro país, alguém mais estava lendo o Cadáver Excêntrico também.

Leila era americana, filha de paquistanês e estava em visita ao Paquistão pela primeira vez sozinha, enquanto a sua irmã, um pequeno prodígio estava na África. Só que ao contrário da irmã, Leila não se sentia tão esperta e constantemente achava que sua irmã teria muitas mais aventuras que ela. Ah se ela fosse como as heroínas de seu romance favorito, As irmãs Amadas.

Mas ela não era. Muito pelo contrário, ela achava que ninguém de Lahore a entendia : seus tios, Mamoo, Samir, Chirragh, o bonito Zain , Wali e muito menos sua prima Rabeea, que a olhava com aquele ar de desdém.

O que Leila não via é que ela estava entrando em uma história que envolveria magia sim, mas em forma de livro, afinal ele a seguia onde quer que fosse e o que quer que fizesse com o livro, ele reaparecia, e conforme uma frase que ela escrevia ou que surgia de alguma forma, uma história ia surgindo, a que contava a história de amor de Ralph e Edwina.

O que nenhuma das duas sabia é que suas histórias estavam ligadas a este livro e esta magia.

Tudo é mágico - disse - O céu, as estrelas, o mundo inteiro.É um milagre, se a gente pensar bem.

O livro é uma graça. Pense em um livro que há um romance , mas que não tem não tem cena de beijos quentes, e sim aquele amor puro, simples, mágico. Esse tipo de amor que as garotas Leila e Kai descobrem ao ajudarem o Cadáver Excêntrico a lhes contarem uma história.

As garotas não poderiam ser mais diferentes, embora no final tudo se junte, como um quebra cabeça. A única em comum fora o o livro, é que as duas estão passando o verão em um local estranho a elas e sem pessoas conhecidas, mesmo que sejam parentes.

Existe magia no mundo, pensou, recordando as palavras de Doodle: As mariposas são mágicas. Não restava dúvida: Aquela mariposa era muito mágica.
E a magia não faz bem algum se ficar presa num vidro.

No decorrer da história vemos Kai sair da casca e fazer uma amiga, além de voltar a fazer uma coisa que ela ama. Descobrimos coisas sobre mariposas e música. E vemos Leila, que foi uma das personagens mais bobinhas que eu já li, mas que depois vai crescendo com a história, não que ela deixe de ser meio fútil, mas acho que pela idade, ela tem a postura certa, mesmo com toda a sua confusão pela cultura, que é uma de suas heranças.

Ralph e Edwina nos mostram que magia existe sim, e pode ser recontada de forma a unir passado e presente, consertar erros e injustiças.

Mas uma das coisas mais interessantes foi descobrir sobre o Cadáver excêntrico. Sim, isso mesmo que você leu. Esse é o nome dado aquelas histórias criadas por duas ou mais pessoas em que a que vai escrever o próximo trecho da hisória só sabe a ultima frase.

Fiz com as minhas amigas e mostro para vocês no Papo de Quinta e explico mais.

Bom, o livro é muito fofo, super indico a leitura. Mas não esperem nada muito profundo , ou com coisas excêntricas. Mas uma história sobre amor, família e amizade.

O final é mega bonitinho.

Ralph acreditava em magia e, embora as garras do temor e do amor o prendessem, ele se permitiu voar para longe nas asas da esperança.

Beijos Beijos

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