Agora a moda é recontar ou ter como base os contos de fadas, como falamos no post de ontem.

O livro Enquanto a Bela Dormia, lançamento da Editora Arqueiro, é uma nova versão do clássico A Bela adormecida, só que recontada através de uma pessoa que tinha passe livre por todo o castelo, e acabou sendo protagonista de uma das histórias mais clássicas dos contos de fadas. Sim, estou falando da Criada da Rainha.



O livro começa com Elise, já velhinha, ouvindo sua neta contar sobre uma princesa que dormiu profundamente e foi acordada com um beijo de amor verdadeiro. Quando Raimy, sua neta, é encontrada mexendo em seus antigos pertences, que uma mulher de comerciante não teria, ela conta a história do que relamente acontece naquele castelo, tantos anos atrás.

A maioria via aquelas muralhas como proteção contra o perigo, mas eu havia reconhecido, em algum lugar nas profundezas da minha alma, que nem todas as ameças vinham de fora.

Assim, somos levados através do tempo, em um lugar no meio do nada, onde Elise e seus cinco irmãos ajudavam na colheita, mas o sonho da mocinha era trabalhar no castelo, o mesmo lugar que sua mãe trabalhou quando jovem como costureira, até que engravidou de um homem e foi expulsa de lá. Elise descobriu que não era filha do marido de sua mãe, quando um menino a chamou de bastarda, assim sua mãe teve que lhe contar a verdade, mas nunca mencionou quem seria esse homem.

Um dia, um surto de varíola, pegou toda a sua família, e no final só restaram ela, seu padrasto e seu irmão maior. Como nada restava para ela lá, ela vai em busca de sua tia, e pede ajuda para ser empregada no castelo. Chegando lá ela encontra uma antiga amiga de sua mãe, que a emprega, destinando lhe ser a camareira do quarto da Rainha, função que Petra, está mais que disposta a relegar para a menina de 14 anos e mostrar como funciona o castelo. Assim começa a amizade das duas.

Só que essa amizade é abalada quando Elise consegue o posto de Criada pessoal da Rainha Lenore, graças a Milicent, a tia solteirona do Rei. E Com essa mudança de cargo, Elise se vê diante de uma história, em que ela própria pode se tornar protagonista.

Não se deixe enganar pelas maneiras refinadas. Nacorte, os inimigos se econdem bem á vista.

O livro é muito bom, ele te prende e quando você começa a pensar que sabe o rumo que a história está tomando, a autora vem e muda tudo.

Acompanhamos a vida de Elise desde que se curou da varíola, sua ida para o castelo e como sua vida modificou lá, até sua velhice com seus netos.

Elise é aquela protagonista que tenta ficar quieta e passar por tudo serenamente, mas seu amor pela família real, como a rainha Lenore e a princesa Rose, é muito grande para ela se tornar uma reles espectadora, fora que a descoberta de quem é seu pai a faz ficar ainda mais esperta, e aprende que nem tudo o que aparenta é.

Pelo que entendi, ela era uma garota bonita, não tanto como Petra, mas sua personalidade quieta, leal e reservada, a mesma que a faz cair nas graças dos reis e de seu futuro marido, a faz ser rejeitada pelas panelinhas que se tem no castelo, assim ela só tem Petra como amiga, e Marcus, o filho e aprendiz de sapateiro da vila, seu amor a primeira vista, e depois Dorian, que embora fosse um galinha , eu me encantei por ele.

Alguns homens não precisam de palavras - comentei - Mostram em quem estão interessados de outras maneiras.

A família real é como sempre pensavamos, mas a rainha Lenore com o passar dos anos, seu desepero por filhos e depois, pela maldição da tia Milicent, acaba ficando muito perturbada, até mesmo chega a ter um guru espiritual. O Rei Ranolf e o seu irmão Bowen, não podiam ser mais diferentes, porém a declaração pode separar ainda mais esses irmão, por orgulho e inveja.

Rose é uma daquelas princesas fofas, mas que é obstinada e sabe o que quer, e não tem medo de ir atrás, mesmo que prejudique sua segurança. A amizade das duas e a forma como a princesa confia em Elise como se ela fosse sua irmã, é muito bonito.

As irmãs Milicent e Flora são um capítulo a parte. Ao descobrir como foi que uma se tornou uma sombra do que era,  outra com um coração amargo, te faz ver a história com outros olhos.

Marcus, Petra, Dorian, a sra Twekes, a tia de Elise e  sua prima Prielle são personagens que tem uma profunda relação dos caminhos que a levaram a ser o que ela era, e fazer o que ela fez.

Não sei se eu teria coragem de fazer o que ela fez, e o fez por quase toda a vida. O final me deixou boaquiaberta, porque é uma coisa que poderia realmente ter acontecido, e nos faz pensar em toda as coisas sobre magia e maldições. Quando algumas palavras afetam nosso psicológico e nos faz realmente fazer daquilo uma verdade, mesmo que não seja.

A única coisa que me irritou foi a quantidade de vezes que Elise ficou no mimimi "Ah se eu soubesse" ,"Teria eu agido diferente? ", depois de um tempo isso incomoda, porque você já sabe que o final vai dar cagada  e não podemos mudar o passado. O que passado já ficou para trás, passou.

Super indido...O livro é mega maravilhoso.

É o que costuma acontecer quando amigos ficam separados por muito tempo, seja qual for o grau de afeição entre eles.Os laços que se esticam por distâncias muito grandes não deixam de se enfraquecer com o tempo.
Beijos Beijos

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