Eu ainda não sei como começar essa resenha, porque eu ainda estou um tanto confusa sobre o que sentir.

Eu estive aqui é um livro tenso, não no sentido da história ser muito pesada, mas pelo tema central do livro. Suicídio. Esse já é o segundo livro que leio em pouco tempo que fala sobre isso - o outro é A Playlist de Hayden.

Mas vamos lá.




Esse livro conta a história de Cody, uma jovem que um dia recebe um email de sua melhor amiga, Meg, dizendo que decidiu por fim a própria vida.Sua melhor amiga, desde a época do jardim da infância, sua irmã, sua melhor parte.

Ainda sem acreditar no que aconteceu, Cody não consegue deixar a sensação de que é culpa dela, se ela tivesse ido morar em Seattle com Meg, se ela não tido tanta raiva por não conseguir uma bolsa de estudos para a faculdade de Meg, e ter que ficar na cidadezinha dela cursando a faculdade comunitária, e se a mãe dela tivesse ajudado com a bolsa , e se ...

São muitos "e se " na mente de Cody, quando ela a pedido dos pais de Meg, vai para o campus em que a moça estudava para buscar as coisas que ficaram no dormitório. Ao entrar no quarto Cody percebe que está tudo arrumadinho, só falta arrumar as coisas na caixa. Achando estranho, ela conversa com os amigos de Meg, Harry, Richard Locão ,Tree e Alice, e descobre que foi a própria Meg que deixou o quarto assim, e ainda tem a surpresa de saber que Meg tinha dois gatinhos, Grapette e Repete.

Sem saber o que fazer com os gatinhos, Cody decide ir até um abrigo deixar os bichinhos lá, após passar por vários, ela e Richard Locão que está ajudando-a , param em um barzinho, onde ela conhece Ben, o Guitarrista amargurado, por quem sua amiga tinha se apaixonado, e que ela descobre que não terminou bem essa relação. Ben diz que os gatos podem ficar na casa de sua mãe, que gosta muito de bichinhos.

Na sua volta para a casa, para devolver os pertences aos Garcias, pais de Meg, eles dão o notebook da filha para aquela garota que consideram como uma filha. É aí que Cody tem  acesso aos emails de Meg e fuçando acaba descobrindo que a amiga estava recebendo emails estranhos, criptografados.

Não temos controle sobre o nosso nascimento e geralmente temos pouco controle sobre a nossa morte. O suicídio é a única exceção. É preciso ter coragem para escolher este caminho. 

É quando ela pede ajuda a Harry, que acaba decifrando e nisso descobrem como Meg conseguiu o veneno que a matou e também que teve ajuda chamado de um fórum chamado Solução final, que ajuda e dá apoio a pessoas com tendências suicidas. E Cody com a ajuda de todos, principalmente de Ben, vai até o final para descobrir o que houve nos últimos momentos da sua melhor amiga, e descobre que talvez não a conhecesse tão bem quanto achava.

Vamos começar com a parte bonitinha, porque tem. O romancezinho que surge como plano de fundo da hisória, é muito fofo. Torci por eles no final, e quase chorei quando Cody, simplesmente voltou pra casa. Como se abandona um homão daquele?

Isso é porque você é um otário da cidade grande. Otários da cidade grande sempre tem medo.

Foi o que eu ouvi dizer.

Bem, você também me á medo.

O livro é escrito daquela forma que já conhecemos de Gayle Forman, de Se eu ficar e Quando ela foi, que mexe com todo o seu ser, falando de assuntos que não estamos acostumados, contando historias que poderia ser de alguém da nossa família, e como temos acesso a literalmente a tudo nessa internet, coisa que alguns anos atrás certamente não tínhamos. Será que isso facilita a fazermos besteiras, julgamentos e pensar que somos os fodões quando nem olhamos para o lado ás vezes? Ou será que isso já está intrínseco na nossa personalidade , só que agora temos mais facilidade em encontrarmos semelhantes a nós nos fóruns da vida? Ou apoio, mesmo que errado?

O tema que é a base do livro é difícil de ser discutido, o suicídio, até porque eu não tenho uma opinião formada, eu nunca estive desesperada a ponto de pensar em tirar minha vida, assim como nem sei se teria coragem, sim porque necessita de coragem e uma tremenda falta de amor próprio.

Lembre-se, o oposto da bravura não é covardia, mas o conformismo. Você está enfrentando o conformismo ao escolher seu próprio caminho.

Quando finalmente Cody encontra o cara que "matou" Meg, percebemos que de alguma forma, ele não fez nada, ele só a escutou e falou frases de efeito. EM nenhum momento, ele disse " tome veneno e morra", isso tudo partiu dela.. Só ela é responsável pelos seus atos, ele só a "incentivou", e isso o torna culpado?. E a família, que papel desempenha nessa hora?

Eu indico, desde que você não esteja depressiva, mas se prepare que o livro é tenso, bonitinho, mas tenso.



É um tipo diferente de adeus. Apesar da carinha feliz, consigo sentir a mágoa, a rejeição e a derrota, coisas que jamais associei a Meg Garcia.
Beijos Beijos

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