Sabe aquele livro que lemos e relemos e assistimos filme várias vezes, e nunca nos cansamos??

Então esse é um desses para mim.



Memórias de uma gueixa foi lançado há muito tempo, mas eu tenho o livro desde 2007, esse foi um dos poucos, que primeiro eu assisti o filme e depois fiquei louca pelo livro.

O livro é contado pela protagonista, que volta e meia volta em fatos do passado ou que vão acontecer no futuro.

Uma história como a minha, nunca deveria ser contada, pois meu mundo é tão proibido quanto delicado. Sem seus mistérios não pode sobreviver.

Essa é história da pequena Chiyo, uma linda menina com olhos cor de água, que morava em uma aldeiazinha de pescadores no Japão. Quando a mãe dela morre, o pai delas deixa a cargo do Sr Tanaka, que leve ela e Satsu para viver longe dali. O Sr Tanaka as vende para o distrito de Gion, um distrito formado por casa de Chá, gueixas e prostitutas.

O meu pai costumava dizer que a minha irmã era como uma árvore, que se agarra firmemente à terra com as suas raízes. Eu era como a água, que percorre o seu caminho sem que nada a detenha. Se encontrar um obstáculo, desvia-se até poder avançar novamente.

Chiyo é vendida para uma okiya , já sua irmã não teve  a mesma sorte, e foi vendida para o distrito das prostitutas. Na Okiya, vive Vovó, Mamãe, a responsável pela Okiya, Titia, Abóbora - uma menina da idade de Chiyo e Hatsumomo - uma gueixa famosa por todo os distrito, e que é muito linda, e muito má.

Logo de cara, Hatsumomo começa a infernizar a vida de Chiyo, como de todo mundo claro, mas ela tem um prazer maior em atormentar a menininha. E quando percebe que provavelmente, ela seja uma gueixa muito boa, Hatsumomo trata de sumir com a garotinha de lá. Ela fala para Chiyo onde sua irmã foi parar, e depois de dar um jeito, Chiyo vê Satsu e combinam de fugir.

Claro que nada é tão simples, e Hatsumomo quase sendo pega com um namorado, acusa Chiyo de roubar uma jóia dela para fugir com a irmã. Como Mamãe não é burra, percebe o joguinho de Hatsumomo, e logo proíbe todos de sair após o anoitecer, somente Titia tem as chaves dos portões. Assim Chiyo tem a estupida idéia de escalar os telhados para fugir, mas não sai do jeito que ela planejou, ela escorrega do telhado e quebra o braço, o que não somente acaba com as chances dela fugir, como também acaba com os estudos para ser gueixa, e sua conta aumenta ainda mais na Okiya.

É por isso que sonhos podem ser coisas tão perigosas: queimam como fogo, e às vezes nos consomem completamente.

Um ano depois, agora como criada da Okiya, Chiyo vai fazer alguns serviços na rua, quando para em um ponte e infeliz, pensa na sua vida. É quando conhece um homem que muda a sua vida. Um homem bonito, O Presidente, pára na ponte e lhe faz uma gentileza. E depois disso se vai acompanhado de uma gueixa. É aí que Chiyo faz uma prece aos céus para que se torne uma gueixa.

E ela é atendida, meses depois. Mameha, uma das mais famosas e populares de todo o Japão, pede para ser a irmã mais velha de Chiyo, sua mentora. É quando Chiyo começa a estudar e trabalhar com mais afinco. E se torna Sayuri, que também fez história como gueixa, mesmo com Hatsumomo a sabotando sempre que pode.

Sayuri tendo como sua irmã mais velha Mameha, é convidada para vários eventos, e é em um desses que ela encontra o Presidente, mas Mameha pede que ela entretenha Nobu, o melhor amigo dele. Vocês podem imaginar o que aconteceu não é.

O mais importante na vida é o sumô, os negócios e a guerra. Que percebem as gueixas disso? Só percebem de música e de danças.

Permita-me discordar. O sumô é uma dança entre adversários, a guerra uma dança entre inimigos, e os negócios uma dança entre iguais.

Quando ela tem seu Mizuage vendido por um preço altissimo, Sayuri vira filha da Okiya, o que deixa Hatsumomo irritadissima, afinal ela fez de tudo para acabar com a menina. E acaba também com sua amizade com Abóbora, que até então pensava que ia ser adotada como filha.

Então a guerra chega e como todo lugar no Japão, as gueixas também não escapam. E não poderia ser diferente com Sayuri, mesmo tendo um danna - uma homem que a banca - ela teve que trabalhar costurando e depois nas tinas de tinta. É quando Nobu pede que ela, Mameha e Abóbora, entrtenham os americanos como gueixas, depois da guerra. E Sayuri revê o presidente, desta vez, vai fazer o que pode para ficar ao lado do seu grande amor.

E mesmo assim golpe após golpe, traição, decepção e tristezas, ela sobreviveu, e foi para Nova York, viver lá.

A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos desamparados diante dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio, e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi.

A narradora é a protagonista da história, e deve ser por este motivo, que é uma história tão comovente e envolvente, em alguns momentos parece que você está ali, entre quimonos e maquiagens, chás e passeios.Também a maturidade e a sabedoria que a personagem mostra em certos momentos, nos leva a refletir algumas coisas na nossa vida.

Todos os personagens são muito carismáticos, a indiferença de Mamãe, a inocência de Abóbora, a fúria de Hatsumomo, a elegância de Mameha, a bondade e ás vezes, a brutalidade de Nobu, a beleza e simpatia do Presidente. Isso são só alguns, há muitos mais.

Super Indico claro.
Aproveitem que a Arqueiro está relançado essa jóia com uma capa lindaa!!!


Vejam o trailler e corram para ler o livro e assistir o filme



Beijos, Beijos

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