Muitas vezes o título de um livro é tão estranho, ou tão bonitinho que você fica super curiosa para ler. Foi o que aconteceu com esse chick lit da Editora Paralela, O irresistível café de Cupcakes, que ganhei de aniversário ano passado e - um ano depois - eu peguei para ler.

E sim, estou arrependida, porque ele é muito bonitinho. E tem uma capa emborrachada que o deixa mais lindo ainda ^-^



O livro conta a história de Ellen, uma advogada que mora em Nova York, e está noiva de Hayden Croft , um homem gentil, seu sócio no escritório, que vem de uma família muito conhecida de políticos e que vai concorrer a Câmara Municipal, e claro, o casamento deles vai ser o acontecimento social da temporada. O mundo perfeito de Ellen, começa a desmoronar quando sua amada avó, Ruth, morre de repente e a deixa com a tarefa de encontrar Chet Cummings e entregar uma carta onde ela pede perdão.

Talvez Roy tivesse razão quando disse que a Vovó me mandou para cá para descobrir os segredos dela. Talvez ela tenha me mandado para descobrir os meus também.

Por isso, para resolver pessoalmente o problema, ela vai até Beacon , no Maine, procurar Chet, e ela imagina que em no máximo um ou dois dias, ela estará de volta a NY. Só que ao chegar lá, ela se envolve em um acidente no píer, e quase morre afogada, e é salva pelo bonitão Roy, que ela ainda não sabe mas vai ter um significativo valor na sua busca por Chet.

O que era para se tornar uma viagem de dois dias, se transforma em uma viagem de descobertas, tanto sobre sua vó, como de auto conhecimento.

Alguma coisa dentro de mim estremeceu. Parecia o coração de um pássaro engaiolado, de repente liberto e prestes a voar.

Como eu disse o livro é muito fofo.

Ellen é a narradora do livro, e ela vai descobrindo coisas sobre a juventude de sua avó Ruth, coisas que ninguém nunca soube. Nós vemos o laço, o amor que Ellen tinha por ela, assim como Ruth pela neta, que esteve com ela até a hora de sua morte. A carta de Ruth para Chet, na verdade, era um pedido de desculpas, de um arrependimento de decisões que uma vez que foram tomadas, não se desfazem.

Suponho que a lição de tudo isso seja não chegar aos oitenta anos fazendo um retrospecto da vida e se perguntando se fez a escolha certa ou como a vida teria sido diferente se você tivesse feito uma opção e não a outra

Na pequena cidade, Ellen vai descobrindo fatos sobre a vida de avó, e percebe que talvez não tenha conhecido sua avó tão bem assim. E quanto mais ela procura, mais peças se encaixam na história desse passado escondido.Ao passar dos dias, em Beacon, Ellen vira uma espécie de celebridade, devido ao seu quase afogamento. E para piorar toda vez que ela precisa de ajuda, Roy está lá para ajudá-la. Tudo bem que ele dificulta as coisas para ela um pouquinho.

'As estrelas aqui brilham mais e parecem mais próximas', eu disse. 'Estão suspensas sobre nós como uma rede, nos mantendo no lugar.'

Roy olhou de volta para mim.

'Talvez estejam, Ellen. Talvez estejam mesmo.'

A ida de Hayden e de sua mãe para Beacon, atrás dela, só deixam Ellen mais confusa, sobre tudo. E Roy sendo todo preocupado com ela e cavalheiro.

Ellen, tem 30 e poucos, é uma advogada bem sucedida, mas ás vezes era tão imatura, precisando que alguém precisasse vir até ela e falar o que ela tinha que fazer, que ele tinha que ficar agradando e fazendo o que os outros queriam.O que me irritou nela foi a mudança de mulher de negócios, estressada , que mudou muito rápido, em vez de ser gradual. Mas ri muito com a versão bêbada dela, é sensacional.

Roy é o típico mocinho de cidade do interior, bonitão, com jeito rude e muito sincero. Ele não vai muito com a cara de Ellen no começo, mas depois ele vai conhecendo a moça, e vê que ela está perdida sem a avó. Já Hayden é o típico homem político de NY, ele é calmo, compreensivo, mas detesta perder tempo com coisas que não considera importante. Toda hora é hora para trabalhar ou melhorar sua imagem.Ele me irritou um pouco.

A mãe de Ellen, Cynthia, é diferente da filha, que é mais parecida com a avó. Cynthia gosta de ser fina, não tolera que sua imagem esteja desleixada, assim como a da sua filha, e ela não tem aquela visão de artista, que tanto Ruth e Ellen, tem. Pra ela e tudo preto no branco.

A cidadezinha de Beacon, a cidade das Blueberries, tem o retrato típico de cidades pequenas, em que todos se conhecem, e sabem o que acontece. E Ellen, ali, consegue se meter em confusão uma atrás de outra.

Blueberries são muito resistentes. Sobrevivem por muito tempo em certas condições. Ele deu um sorriso. Bom saber, não? Algumas coisas continuam, independente do que aconteça ao redor.

O livro tem só 283 página e é super rapidinho de ler, além disso, não é um daqueles romances melosos. Ele é um romance mais maduro, mais de auto descoberta do que um romance na verdade. Na verdade ele peca um pouco no foco romance, mas nada que não se possa relevar.

Espero que leiam e gostem.


Ah , só para constar não achei parecido com Nicholas Sparks, afinal não tem desgraças nesse livro XD.

Beijos Beijos.


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