Gosto de livros juvenis, até aqueles mais bobinhos sabe. Tudo bem que hoje em dia não tenho mais tanta paciência. Mas sempre tem uns uns que nos deixa pensativo.

Foi o caso de Me liga, de Sarah Mlynowski, lançado pela Galera Júnior, já faz um bom tempinho.



O livro conta a história de Devorah Banks, ou Devi, uma garota de 17 anos, que vê seu mundo desmoronando quando seu namorado Bryan, termina com ela, nas última semanas do ensino médio, quando decide que vai para Montreal, fazer faculdade onde seu pai mora, deixando sua vida uma bagunça.

Devi e Bryan namoraram durante todo o High School, e isso fez com que Devi se afastasse de suas amigas, de sua irmã mais velha e relaxasse nos estudos, o que garantiu a ela somente uma entrada na faculdade comunitária. Seus pais são quase desconhecidos, já que sua mãe trabalha demais, e seu pai anda depressivo pela casa, mesmo depois de dois anos que ficou desempregado. Ela faria tudo para que pudesse dar conselhos para ela mesmo quando era mais nova.

Durante uma tarde no shopping, onde ela pesa tudo isso, enquanto toma coragem de devolver o relógio que comprou de presente, seu celular cai na fonte, e ela tem que entrar nela para pegar. Pensando que já tinha perdido o telefone, ela tenta sem sucesso ligá-lo até que aparece seu próprio número, e sua mensagem antiga na caixa postal.  Quando ela liga de novo, uma pessoa atende, e para sua surpresa é ela do outro lado, só que ela com 14 anos, na noite em que conheceria Bryan.

Quando isso aconteceu? Eu fico pensando: talvez a chave seja o equilíbrio. Talvez tenha a ver com viver o momento e ainda manter os olhos no cenário todo - em todos os cenários.

A Devi de 14 anos que atende o telefone, é uma garota que tem três melhores amigas, e não pensa em nada além de viver o agora, sem planos para o futuro, é quando recebe a ligação que muda a sua vida. Literalmente. Agora a Devi de 14 ou a Cal, e a Devi de 17 ou Ivy, como passam a se chamar, tentam melhorar a perspectiva do futuro delas. 

O livro é muito engraçado, mas meio confuso a princípio pela troca de narrativas, e mostra bem o efeito borboleta, o que é claro causa em Ivy, uma série de situações constrangedoras, afinal com o futuro mudando a cada hora, como ela pode saber o que isso a afetou e afetou outras pessoas. Você ri muito com as atrapalhadas das duas, assim como o choque de alterar a vida das pessoas ao redor, tentando acertar a dela.


É esquisito ver suas melhores amigas mudando a cada segundo. Não que seja esquisito para elas. Elas não parecem saber que a vida delas está sempre mudando, então eu não deveria me sentir culpada

O que eu mais gostei da autora, foi ela mostrar os dois ângulos, o de Ivy, que vai decidindo o que ela tem que fazer e tendo seu presente sendo alterado a todo momento, e o da Cal, tentando fazer tudo que a Ivy pede. Você também percebe a diferença nas personalidades das personagens, a Ivy é mais amarga, mandona, vê o lado ruim das coisas, já a Cal é mais doce, mais inocente e mais submissa, por acreditar que por ser ela mesma, ela só quer o melhor para sua vida. Parecem duas personagens diferentes e não a mesma pessoa.

O mais legal é que vamos tendo a consciência que uma coisinha de nada que fizemos no passado pode ter alterado drasticamente o nosso futuro. Tenso né.

O final é sensacional, dá aquele gostinho de quero mais. De saber o que aconteceu. Mas melhor não espiar o futuro, ou será que é?

Só porque um relacionamento termina, não significa que não valeu a pena tê-lo.

Indico, não que ele vá mudar a sua vida, mas porque ele é fofo e faz você pensar nas suas escolhas do passado. E se...



E então fica a pergunta: Se você pudesse mudaria alguma coisa na sua vida se pudesse?

Beijos Beijos


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