Sim, eu sou ansiosa. Quando falaram que ia ter uma continuação de A seleção da Kiera Cass, eu pensei " eu tenho que ler". Afinal quem não quer descobrir como está Iléa, depois de 20 anos do reinado de Maxon e America. Como estão Lucy e Aspen e Marlee e Carter.

Então imagine a minha decepção quando li e fiquei sabendo que não é livro único, sim tem continuação. E embora, tenha alguns momentos muito chatinhos no livro, vamos ao livro porque ele é até legal, só que do meio pro final.



Em A Herdeira, Eadlyn é a futura monarca, por ter nascido sete minutos antes do seu irmão Arhen, e é claro que America e Maxon mudaram a constituição para que Eadlyn pudesse governar como rainha. Mas fora os gêmeos, eles ainda tem Kaden e Osten, o primeiro inteligentíssimo e o segundo super pestinha.

O sistema de castas foi abolido, e embora todos tenham festejado, há ainda um levante contra a monarquia, e mais para o final do livro, descobrimos o motivo mais profundo.

Eadlyn tem 19 anos e é, pelo menos no começo, muito chata, mimada, arrogante, decidida, racional demais e em nada se parece com seus pais, ao contrário de seu gêmeo Arhen, que é muito bom e namora Camille, a futura rainha da França.

No palácio, moram com eles a família Woodwork e os Leger. Claro que ela adora Marlee e Lucy, mas detesta os filhos de Marlee, Kile e Josie.

Na tentativa de distrair seu povo, Maxon tem a idéia de fazer uma nova Seleção, mas ao contrário do sua, ele deixa que Eadlyn sorteie os nomes dos garotos que vão participar. Eadlyn odeia a idéia e tenta de todas as formas dissuadir o pai e mãe da idéia, mas depois faz um acordo. Se em três meses ela não achar ninguém, simplesmente vão acabar com a Seleção e deixa-la sair sem casar.

E isso também pode parecer trivial, mas acho que vocês não teriam filhos bonitos.

Pai- gritei, o que causou certo alvoroço. Enterrei o rosto nas mãos, enquanto meu pai levava as mãos á barriga de tanto rir.

Claro que não poderia ser assim tão simples, já na primeira eliminação Eadlyn elimina metade dos participantes, alguns com um simples gesto de cabeça, outros falando palavras bem duras. Na cabeça dela, ela não fez nada de errado.Não é a toa, que depois disso, ela fosse meio que humilhada em público.

Conforme o tempo vai passando vemos que Eadlyn, na verdade foi criada para ser uma rainha, mas com isso a isolaram de tal forma, que ela acha que o amor só enfraquece, que ela é a garota mais poderosa, e bla bla bla. Mas nunca teve uma pessoa que a entendesse, talvez seu gêmeo, mas nem sempre ela pode contar as coisas para ele. Junto com os selecionados, ela vai mudando aos poucos e isso a assusta, porque ela está acostumada a ficar em sua concha, e ter alguém que a compreenda de verdade, a deixa muito apreensiva.

Passo a impressão de não me importar com nada, mesmo quando me importo. Gosto de guardar as coisas para mim. Sei que parece ruim, mas é verdade.

Os selecionados são de todos os tipos possíveis, inclusive dois são expulsos por serem muito agressivos. Claro que assim como nos outros livros, tem aqueles que recebem mais foco, como é o caso de Ean, uma espécie de Celeste, só que mais sincero, Fox, Baden, Hale, Kile, sim o filho de Marlee e Carter, e Henri, um finlandês, que trouxe junto um interprete, Erik, que é a coisa mais fofa desse mundo.

Por conhecer Kile há muito tempo, Eadlyn fica impressionada, quando descobre uma outra faceta do garoto, que ele quer ser arquiteto, e que ele consegue acalmá-la, como ninguém.Coisas que ela nunca teria percebido se ele não tivesse entrado na seleção.

Embora o país esteja começando a entrar em colapso de novo, seus pais se mantém apoiados um ao outro.

Maxon, continua aquele líder forte, carismático e amoroso, tentando sempre fazer tudo o que pode pelo seu povo. América, agora mais madura, é calma, dirige o país junto com Maxon, apoiando-o em tudo, cuidando dos filhos, e carregando mais do que consegue.

Eadlyn, você está sob muita pressão. Compreendemos.E, a não ser que opte por se tornar uma assassina em série, nada vai me fazer amá-la menos.

Eu ri.

Uma assassina em série? É o seu limite?

Sabemos muito pouco sobre os outros personagens na verdade. Sabemos que Kenna morreu, May nunca casou e pega geral, Lucy e Aspen nunca tiveram filhos.

O livro não é ruim, é que como Eadlyn é a narradora, tudo passa pelo olhos dela, uma situação que nós achamos absurda, ela não.Mas isso é porque estamos acostumados com a narrativa de América. E eu entendo a Eadlyn. Pensem se vocês fossem criados com o pensamento de "sou a/o mais poderosa/o da terra", vocês também seriam como ela. Na verdade, descobrimos que ela tem medo. Tem medo de entregar, de se abrir para as pessoas. De mostrar seu verdadeiro eu. E quando ela finalmente começa a se entender, uma bomba caí sobre a família, e é um verdadeiro tapa na cara dela.

O livro termina com um final mega eletrizante, como sempre, só que dessa vez com 18 selecionados, e esperemos que titia Kiera não mate esse personagem ou eu não respondo por mim.


Eu estou com ódio de um personagem, e já tenho dois favoritos.

Espero que leiam e tirem suas próprias conclusões.

Beijos Beijos

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