Sabe quando você luta para começar a falar de um livro maravilhoso, mas que te faltam palavras para se expressar, então é assim que me sinto.

Mas não pensem nem por um segundo que é um livro trágico, ele fala com uma delicadeza, uma suavidade, que nos emociona, fazendo você rir, chorar, sonhar e sobretudo pensar quem são os verdadeiros heróis.



Beleza Perdida, de Amy Harmon lançamento da Verus, é muito lindo.

A história é narrado em terceira pessoa, e é focado principalmente em Ambrose e Fern, mas que é claro, tem outras histórias entrelaçadas na suas.

Espanta-me sempre como as pessoas são colocadas em nossas vidas exatamente na hora certa. É assim que Deus trabalha, é assim que Ele cuida de seus filhos.[...]

Ambrose é o típico herói de cidade pequena, Hanna Lake o idolatra , lutador de wrestling, que está em seu último ano da escola. Com praticamente vaga garantida na faculdade Penn State, ele tem receio de decepcionar o povo que tanto o admira, com seu cabelo longo o camparam a Hércules. Ele é filho de um modelo de cuecas em NY, de quem herdou a bela aparência e o corpo bem desenvolvido,  mas que abandonou sua mãe quando descobriu a gravidez, sendo assim ela voltou para cidadezinha e se casou com Elliot que criou Ambrose como seu filho biológico. Só que quando estava 14 anos, sua mãe foi viver em NY, deixando Ambrose com o pai em Hannah Lake.

Tudo muda em  11 setembro de 2001, que é quando começa a história no livro, com o atentado as Torres Gêmeas, e é seu espírito de lutador e de quem quer fazer algo mais para deixar o povo mais orgulhoso dele, que Ambrose convence seus melhores amigos, Paulie, Grant, Jesse e Beans, se alistarem no exército.

Mas a última vez que pedi a alguém que eu amava para vir comigo quando eles realmente não queriam ir, eu os perdi.

Fern, é pequena, ruiva e magrela. Aos 17 parece ter 12. Seus pais a consideram um milagre, já que os dois eram de uma certa idade quando Rachel descobriu que estava grávida. E ainda por cima seu irmão Mike, o treinador de wrestling, e sua esposa Angie também estavam esperando um filho. Assim Bailey nasceu alguns dias antes de Fern. Mas alguns anos mais tarde descobriram que o filho tinha distrofia muscular, e raramente pessoas assim chegam na idade adulta. Então Fern se tornou para o primo, uma espécie de anjo da guarda dele, brincando com ele, cuidando, levando ele na sua cadeira de rodas para passear, lhe fazendo companhia.

Bailey pode não conseguir se mover mas é super inteligente e sabe todas as técnicas de wrestling, e adora ler livros científicos , enquanto Fern adora aqueles livros com homens bonitos e sensuais na capa - haha quem nunca - e secretamente escreve romances como aqueles.

Fern estava lendo romances desde que tinha 13 anos de idade. Havia se apaixonado por Gilbert Blythe de Anne of Green Gables e estava com fome para se apaixonar assim uma e outra vez. E então descobriu Harlequin. Sua mãe resmungou pela primeira vez tomando seu chá de ervas quando ela soube quantos romances proibidos Fern consumira no verão antes da oitava série, e Fern tinha um milhão de namorados literários desde então.

 Já na área amorosa, tanto Bailey como Fern tem paixões secretas, Bailey ama Rita, a amiga linda dos dois, e Fern ama Ambrose, desde sempre.

Claro que a vida é  complicada. e Rita pede que Fern escreva cartas para Ambrose em seu nome, e Ambrose responde, mostrando um lado sensível, pelo qual Fern se encanta mais. O problema vem no dia em que Rita revela tudo a Ambrose, que rejeita a ruivinha, filha do pastor da cidade. Rejeita por não saber como lidar com aquele patinho feio que está se transformando em um cisne. Mesmo assim a beija antes de ir para o Iraque.

E é no Iraque que a vida de todos muda drasticamente quando uma bomba explode os carros em que iam os cinco amigos, mas só um sobrevive. Ambrose, dilacerado pela culpa, surdo de um ouvido, cego de um olho e com metade do rosto deformado para sempre, retorna para Hanna Lake, mas não quer ver ninguém. Não quer a pena brilhando nos olhos. Ele trabalha a noite na padaria do seu pai, fazendo os doces e sai quando está amanhecendo assim ninguém o vê.

[...] De muitas maneiras, deixei meus amigos desapontados... e eu não sei se vou me perdoar por completo da sua perda. Devo-lhes alguma coisa, e eu lhes devo alguma coisa.[...]

Exceto Fern. Ela trabalha como gerente da loja e fecha-a cinco vezes na semana as dez horas da noite. Então ela começa a tentar falar com ele, tentar tirá-lo da concha que ele se colocou, e assim ela e Bailey começam a mostrar a vida de duas pessoas rejeitadas pela sociedade por não ser igual. E os dois começam uma relação tão pura, tão cheias de significados, em que um pode ser a cura para o outro.

[...] Preciso de você porque dói quando estamos separados. Preciso de você porque você me faz esperançoso. Você me faz feliz. [...]

O livro é muito bem construído, com personagens reais, com defeitos e qualidades, uns á beira da perfeição, outros que se sentem jogados para escanteio.

Rita, a linda menina, o amor da vida de Bailey, faz escolhas erradas, escolhendo mais a aparência que o interior, e tem que aguentar o resultado. Bailey, o garoto que já está sentenciado a morte e a viver dependendo dos outros para fazer a maioria das coisas. Ambrose, o garoto bonitão, másculo, porque as meninas supiravam, voltando deformado de uma guerra que mutilou sua vida e o separou de seus melhores amigos. Fern, a garota miúdinha que se desabrocha suavemente sem que ninguém perceba, e que é linda por dentro e por fora. E Becker, que tem uma casca bonita, o bully, espancador de crianças e mulheres, que merecia muito mais que ser preso, por fazer o que fez.

Fiquei muito brava com os meninos terem ido com Ambrose, afinal, era uma missão suicida. Guerra é guerra. Depois com o passar da história você vai entendendo a amizade deles, a família que tinham. Uma das cenas mais emocionantes é a cena da tattoo. Crying a river.

Eu vou adicioná-lo a minha lista - , Ambrose prometeu, de repente, seus olhos segurando Beiley no espelho. - Quando chegar a hora, vou escrever seu nome em meu coração com os outros.

Outro ponto legal da história, lembranças dos personagens entram para nos fazer entender o ponto de vista dos personagens, ás vezes duas versões da mesma cena.

Chorei, mas não é aquele choro sofrido, é um choro de perda, mas por saber que a perda já era prevista, que mais hora, menos hora ela ia acontecer, mas que machuca mesmo assim. Por saber que na vida real, a vida também é frágil, e quem está aqui hoje pode não estar amanhã. E isso que o livro mostra que toda hora é hora de um Eu Te Amo.

O livro é lindo. Ele nos mostra que podemos encontrar amor nas coisas mais simples, que nem sempre a beleza exterior reflete seu interior, que a vida pode ser cruel, mas que podemos nos fechar nas coisas ruins, ou ver a beleza nas coisas boas, e transformar na sua meta de vida. Que amigos verdadeiros sempre vão estar em sua vida, sejam de verdade ou nas lembranças que viveram.

E então nós suportamos. Temos fé de que há um propósito. Esperamos pelas coisas que não podemos ver. Acreditamos que há lições na perda, poder no amor, e que temos dentro de nós o potencial de uma beleza tão magnifica que o nosso corpo não pode contê-la.

Dica: Assim que terminar o livro, escute essa música... I'ts Perfect!!!


Beijos Beijos

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