Sabe quando você bate o olho em um livro e sabe que tem que ler?

Aconteceu com Quase casados da Jane Costello. Entendam, eu nunca tinha lido nada dela, mas a capa me chamou a atenção e fazia tempo que eu não lia um chicklit bom. E esse é um daqueles que você ri e suspira todo o tempo.


Quase casados é narrado por Zoe Moore, uma mulher inglesa de 28 anos que é abandonada no altar pelo seu noivo há sete anos. Sem saber o que fazer depois de meses chorando, sofrendo e engordando, ela resolve se aventurar como babá nos EUA, para uma família chic que quer uma babá inglesa para cuidar de seus filhos.

Mas havia um defeito naquela ruptura súbita e completa com minha antiga vida. Você pode atravessar um oceano para fugir. Mas não tem como fugir de seus pensamentos.

Depois de uma viagem meio cansativa,de Liverpool até Boston, ela descobre que a família chic não a quer mais e que tem uma nova família. É quando ela conhece seu novo patrão, o todo gostoso Ryan Miller, e seus dois filhos tchucos Ruby, de 6 anos e Sammuel, de 3 anos.

O problema é que Ryan é grosseiro, mulherengo, não está nem aí para as crianças, e mal para em casa, seja porque estava trabalhando , seja porque estava em algum encontro. Zoe só aguenta mais porque acaba encontrando outras amigas babás Truddie, uma inglesa desbocada e bonitona, Amber, com cabelo dreadlock e meio hippie e Felicity, a superbabá inglesa, com todos os PHD's possíveis. E claro porque ela se apaixona pelas crianças.

Claro que depois de tanto tempo morando juntos, e passando por cartas misteriosas de uma ex namorada ciumenta, alguns momentos embaraçosos e até de quase morte, Ryan começa a mudar e Zoe começa a se envolver. O problema é que Jason nunca sumiu de seu coração.

O livro é muito bom. Zoe é uma principal mega engraçada, e super atrapalhada, ela faz coisas que só Deus entende, e mesmo com o coração partido, ela dá a volta por cima. Ryan, é o típico viúvo problema. Bonitão, mulherengo, que ainda vive a dor de perder seu grande amor, e sem ver que perde até a criação de seus filhos.

Não levei muito tempo para entender que Ryan não tem bom humor. Ele só tem mau humor, um humor horroroso, ou humor algum. Hoje, seu temperamento está tão distante de bom que, se ele fosse um cachorro, alguém o sacrificaria.

As babás, amigas de Zoe , são as mais diversas, Truddie é a que mais simpatizei, já Felicity é um pé no saco uma chata, não gostei dela mesmo.

Agora as crianças são as coisas mais lindas da vida, Ruby e Sammuel são lindos e super educados, mas como qualquer criança é lógico que eles sentem falta do pai, e da mãe, e encontram em Zoe, alguém que eles possam amar, e quem sabe ser mãe deles. E embora eles façam uma guerra para irem dormir, eles se comportam bem a maior parte do tempo.

Eis aqui a minha luta: aquelas duas crianças educadas, quase submissas - que andei tentando convencer a fazer qualquer atividade o dia todo -, agora se assemelham a uma dupla de delinquentes juvenis depois de uma dose de energético

O mais engraçado é que com o passar do livro, você entende o porque do título. As cenas são tão familiar, que se parecem mesmo uma família, e não de uma babá e seu patrão. A autora mescla cenas que Zoe viveu na Inglaterra, com o que ela vive nos EUA, assim você vai entendendo o que aconteceu na vida dela. Os pais de Zoe são umas graças, mas a mãe é totalmente sem noção.



É uma história comum, uma comédia romântica, mas eu adorei, principalmente porque os chicklits ingleses são muito mais irônicos. Super Indico mesmo.


Beijos Beijos

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