Quando o livro A escolhida chegou para mim, vou confessar que não li a sinopse quando pedi, e acreditei que era continuação da história de Jonas, em O doador de memórias ( clique aqui para ler a resenha). Porém, contudo, entretanto, quando comecei a ler vi que não era bem uma continuação da história anterior, e sim um novo cenário distópico, mas pelo que entendi no mesmo universo do outro livro.



A história começa com Kira, uma jovem que tem deficiência em uma perna, velando o corpo de sua mãe, Katrina, no Campo, que é para onde todos que morrem vão para serem velados por 4 dias, por seus familiares. Durante esses dias , Kira fica pensando no que vai fazer da sua vida, afinal seu pai, o caçador Christopher, morreu ates dela nascer, atacado por uma fera.

Após passado esse tempo, Kira volta para o seu casebre, só para descobrir que ele foi queimado, e que as mulheres da aldeia, querem aquele pedaço de terra para fazerem um cercado para seus filhos. Incitadas por Vandara, uma mulher de coração peludo  ruim, tentam matar Kira, porque ela é inútil para os padrões deles por causa de sua perna defeituosa, só que ela é muito inteligente, e sabe as leis e as coloca a seu favor, exigindo um julgamento.

Durante seu julgamento com o Conselho dos Guardiões, Kira tem quase certeza que a levaram para o campo para morrer, mas ela pretende lutar por sua vida, mas não é o que acontece. Seu defensor, Jaminson, a defende muito bem, e não só salva a sua vida como também tem uma tarefa grandiosa para ela: restaurar a Túnica centenária que conta toda a história do mundo, e mais ainda, continuar o bordado com seus próprios desenhos.

Kira, tem um talento mágico para bordar, e isso foi percebido nela desde garotinha, então ela fica maravilhada por poder ter esse privilégio. Após estranhar sua nova casa, um quarto dentro do Edifício do Conselho, a única construção grande em todo vilarejo, ela conhece Thomas, o entalhador, responsável por refazer a obra do Cajado do Cantor, que todos os anos sobe ao palco e canta o dia todo sobre tudo o que viveram para chegar até ali. E os dois se tornam muito amigos.

Mas é Anabella, a velha senhora que a ensina a arte de tingir as linhas de bordado, que começa a abrir os olhos de Kira, que o mundo não exatamente aquele que ensinaram para ela. É então que ela descobre coisas terríveis, que talvez mudem seu ponto de vista sobre tudo o que sabe sobre a vida ali onde mora.

Os motivos dos tempos de paz pareciam de uma imensa tranquilidade se comparando ao caos angustiante dos outros.

Eu adorei o livro, e embora seja um livro fino, ele tem cerca de 190 páginas, ele te leva por um lugar que distoa daquele que vimos no primeiro livro da série.

Esse é um mundo desigual, quase miserável, os homens caçam, as mulheres ficam com os afazeres domésticos e cuidam dos filhos, os órfãs são doados a outras familias, a única coisa que permanece igual entre os dois livros é que só os fortes vivem.

Kira é uma jovem excepcional, talvez pela forma como sua mãe a criou, ela é alegre, esperta e tem um dom mágico para fazer bordados, que ela aprendeu praticamente sozinha. A única coisa que ela é diferente, e a razão pela qual ela é desprezada pela sociedade em que vive, é a sua perna torta, que a leva a andar com um cajado, para ajudar a caminhar.

Orgulhe-se da sua dor - sua mãe sempre lhe dizia - Você é mais forte do que aqueles que não sentem dor alguma.

Quando ela vai morar no Edificio, o que eu consideraria uma mansão, ela conhece Thomas, que é uma graça de moço. Até achei que ia rolar alguma coisa mas... deixa pra lá. Thomas está lá desde criança,  entalhando madeira, até que estivesse pronto para fazer isso no cajado. Ele também tem esse dom mágico, só que para entalhar.

Lá também, além  dos conselheiros, vivem o Cantor , e a pequena Jo, que vai ser a Cantora do futuro, só que ela é muito pequena ainda. Morri de dozinho dela.

A Tunica que Kira borda, o Cajado que Thoma entalha e O Cantor, são as peças que são usadas no dia da Congregação um dia em que todos se reúnem para ouvir o Hino que contava toda a história da humanidade. E nesse dia eles adoravam um objeto de madeira, em formato de cruz, mas sem saber o porque. Dá para imaginar que Cruz seria essa né?

E claro tem a aldeia, que é tipo um lugar mate ou morra. E o livro ilustra bem isso. Mas temos personagens bons, como Anabella , a senhora que ajuda Kira com as linhas, e Matt, uma criança que sofre maus tratos  que ajuda Kira, muitas vezes só fazendo companhia. Ele e seu cachorrinho do rabo torto, Toquinho. É ele quem traz o maior presente que Kira pode querer. E o que a faz entender que há um segredo obscuro que envolve a todos, e isso não é uma coisa boa.

Eu indico o livro, é uma leitura fácil, agradável, e que te deixa ansiosa pelo p´rximo livro, sem saber se ele vai trazer outro pedacinho desse universo distópico. Ou se as histórias de Jonas e Kira vão se encontrar. Tenho quase certeza que irão ^^

Beijos Beijos

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