Quando vi o trailler de "O doador de memórias" vi um cenário que estou cansada de ver ultimamente: totalmente distópico e com alguma ação. Então descobri que a Arqueiro iria lançar o livro. Como adoro ficar fuçando na net , descobri, para meu encanto , que na verdade era um relançamento, de 1993. Daí me empolguei com a leitura, afinal não seria a mesma história batida. Já com o filme fiquei com o pé atras e já explico o porque.



Então quando ele chegou para mim, vi um livro fininho de 185 páginas - nem preciso dizer que li em pouquíssimo tempo, no mesmo dia que chegou né. Porém para o meu espanto descobri que era parte de uma série, que estou aguardando ansiosíssima, já que esse livro termina no ápice.

VIu , fininho o livro.
Pois bem vamos a história do Livro.

Jonas tem 12 anos e a vida para ele começa a se desenrolar, afinal no seu mundo, é com essa idade em que se é atribuído para a profissão de sua vida, para qual ele vai estudar. As profissões são dadas pelos anciões, de acordo com seu comportamento, durante a Cerimônia de atribuição.

Jonas vive num mundo que não conhece o que são sentimentos, assim como guerra, fome, festa, cores. Eles só conhecem algo como chamado de mesmice. Ou seja, todos tem a mesma coisa.

Lily, porém, não sentira raiva, agora Jonas sabia. Impaciência e exasperação superficiais, nada mais do que isso, fora o que sentira. Tinha certeza disso porque sabia o que era raiva de fato. Nas lembranças, vivenciara a injustiça e a crueldade e reagira com uma raiva que subira com tamanha força dentro de si que a ideia de discuti-la calmamente na hora da refeição da noite seria impensável. “Eu me senti triste hoje”, ouvira sua mãe dizer, e eles a consolaram. Mas Jonas experimentara tristeza de verdade. Sentira um grande pesar. E sabia que não havia consolo rápido para emoções assim. Eram mais profundas e não precisavam ser expressadas. Eram sentidas.
A unidade familiar deles é composta por um pai, uma mãe e até dois filhos. As crianças nascem de mães biológicas, que depois vão para uma triagem no Centro da Infância e daí passam a ser designados para uma unidade familiar.Quando os filhos crescem, esses "pais", vão morar num outro local, denominado Adultos sem filhos - super criativo - e quando ficam velhos vão para a casa dos Idosos.

Para Jonas, como todos os outros, não existe outra forma de se viver, até que coisas estranhas começam a acontecer com ele, e com seus melhores amigos Asher e Fiona não. E na sua cerimônia de atribuição ele recebe uma "honra" ao ser escolhido como novo Guardião de Memórias.

É somente quando ele começa a ser treinado, que ele realmente começa a abrir seus olhos. Ele começa a ver cores, sentir coisas e descobrir coisas horríveis, com as quais ele convivia sem saber.Sua função é receber todas as memórias do velho Doador para que ele no futuro, oriente os dirigentes qual é o melhor caminho.
- Adquirimos controle sobre muitas coisas. Mas tivemos de abrir mão de outras.
O problema começa quando ele percebe que vai ter que carregar esse fardo, bom e ruim. E por isso ele tenta mudar as coisas. Primeiro da forma fácil, depois da forma mais difícil.

A autora Lois Lowry fez personagens muito carismáticos e muito bem construídos, as cenas são bem detalhadas, tanto que você consegue visualizar a cena perfeitamente. É um perfeito cenário distópico só que sem tiro, porrada e bomba se é que me entendem.

Adorei o livro. Ele termina com aquele gostinho de quero mais.Embora seja narrado em terceira pessoa, o livro da a sensação de ser o Jonas contando.

Analisando mais profundamente a história, você percebe uma crítica velada. Como nós ás vezes, fechamos os olhos e fazemos o que o Sistema manda, porque é cômodo.Como quando tentamos abrir os olhos das pessoas, quando descobrimos a verdade,  e elas te acham maluco e seguem acomodadas, E que o mundo que você conhecia, talvez nunca tenha existido.

Bom agora sobre o filme.

Também gostei muito. Porém eles deram um UP na história.E isso você já vê no trailer. Por este motivo, enrolei para assistir o filme, ficando com o pé atras o tempo todo. Infundado, porque o filme é muito bom.

Colocaram um moço mais velho para fazer Jonas. Ou seja Jonas deve ter uns 17 anos no filme. E os amigos dele também estão crescidinhos, então é claro que vai mudar uma situação ou outra. A forma como um "possível" recebedor de memória também muda. Fora isso o foco da história é o mesmo.

Um ponto positivo para o filme entre livroxfilme, é que no filme nós temos no final, o que acontece com Jonas, ao mesmo tempo que na comunidade. E no livro só temos a visão do Jonas.

O filme tem um elenco maravilhoso como Meryl Streep, Jeff Bridges e uma apagada Katie Holmes.

Indico tanto o livro como o filme. Os dois são muito bons!!

Já leu?? Já Assistiu?? Comente!!

Beijos Beijos

Um Comentário

  1. Gostei da crítica. Realmente mudaram bastante o filme em comparação com o Livro. Lei um susto quando assisti ao Trailer. Fiquei pensando se era realmente a historia do Livro. Enfim. Existe a previsão de uma possível continuação. Vamos Aguardar.

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