Sabe aqueles livros que você compra por impulso numa promoção e ele fica tempos e tempos lá paradinho , até que um dia você resolve lê-lo, e ele te deixa meio abalado?



Foi o meu caso com o livro Se Eu Ficar de Gayle Forman, que comprei em meados de 2009 e li quase dois anos depois. E pode ser pelo momento - meu tio tinha acabado de falecer, vítima de um atropelamento -  eu fiquei muito abalada.

Ás vezes você faz escolhas na vida e as vezes as escolhas fazem você. Isso faz sentido?

Quando eu fiquei sabendo que a NC iria relança-lo (a minha edição é da Rocco), eu reli,  mas o filme consegue ser muito mais emocionante.

Mas vamos por partes. Primeiro o Livro.

A minha edição é da Rocco, o livro é menorzinho.
Mia é uma jovem violoncelista, que tem o protótipo de família perfeita. A mãe é uma ex hippie que agora é uma mãe ursa. O pai tinha uma banda de rock e agora é um professor, coisa que ele adora.
E Teddy, o irmãozinho fofo . O detalhe é que a familia toda é rockeira, menos Mia que é adeptas aos clássicos.

Papai sorri ao ouvir o barulho de Teddy, e vendo isso, eu sinto uma familiar dor. Eu sei que é bobo, mas sempre me perguntei se papai está desapontado por eu não me tornar uma roqueira. Eu queria. Então, na terceira série, eu me deparei com o violoncelo na aula de música – ele parecia quase humano para mim. Parecia que se você o tocasse, ele te contaria segredos, então eu comecei a tocar. Faz quase 10 anos agora e eu nunca parei.

Completando o grupo temos Adam, o namorado rockeiro e bonitão, que tem uma banda famosa na região. E Kim , a melhor amiga de Mia.

Em um dia de neve, quando todos são dispensados de suas funções, a família de Mia resolve ir visitar os parentes em outra cidade, é quando o acidente acontece. Quando ela acorda, na neve, ela não entende o que aconteceu até ver seu próprio corpo na beira da estrada sendo socorrido pelos paramédicos.

Eu não sei exatamente o que aconteceu comigo, e pela primeira vez hoje, eu não me importa. Eu não deveria ter que me importar. Eu não deveria ter que trabalhar tanto. Eu percebo agora que morrer é fácil. Viver é difícil

Seguindo a ambulância, ela chega ao hospital, onde toda a história vai se desenvolver. Enquanto seu corpo fica entre a vida e a morte, sua "alma" fica perambulando pelo hospital, vendo tudo o que ocorre com a chegada de seus parentes, amigos. E claro tendo a notícia que sua família perfeita, não existe mais.

Conforme ela vai tendo as noticias e decidindo se vai ao encontro da família ou se fica, ela vai relembrando sua vida, como era a vida com seus pais, como conheceu Adam e os altos e baixos do namoro, seu amor pela música e como estava tão próxima de seus objetivos.

O Começo dos capítulos pela edição da NC. *-*

Bom , confesso que fiquei meio entediada no começo, mas depois peguei o ritmo da leitura e fluiu. Me apaixonei pelos pais e pelo Teddy, porque são lindos e amam rock. Kim, a melhor amiga de Mia, é uma fofa e me fez rir muito.

E temos o Adam, lindo, rockeiro e romântico, porém fiquei com raiva dele em alguns momentos.Já a Mia, foi uma protagonista boa, mas teve hora que fiquei estressada com ela, momentos muito mimimi dela. - Ok, sei que ela tem direito ao mimimi, mas me estressou.

Mas tirando isso, o livro mexe muito com quem já perdeu alguém querido ou quem é muito sensível. Não vou mentir, meus olhos ficaram marejados várias vezes:

Vovô não limpa seu rosto ou assopra seu nariz. Ele só deixa as lágrimas caírem a vontade. E quando o rio de dor está momentaneamente seco, ele da um passo para frente e me beija na testa. Ele parece que está prestes a sair, mas então ele volta para minha cama, coloca seu rosto na altura do meu ouvido, e sussurra neles.

“Está tudo bem,” ele me diz. “Se você quiser ir. Todo mundo quer que você fique. Eu quero que você fique mais do que jamais quis algo na minha vida.”

A voz dele se quebra em emoção. Ele para, limpa sua garganta, respira fundo, e continua.

“Mas isso é o que eu quero e eu posso entender o porque pode não ser o que você quer. Então eu só quero te dizer que eu entendo se você se for. Está tudo bem se você nos deixar. Está tudo bem se você quiser parar de lutar"

Agora vamos ao filme.

O livro é emocionante, o filme é mais. Porque ele é muito fiel a história. E fica melhor que o livro porque como o livro é regado a música, ás vezes não conseguimos imaginar com a mesma intensidade. Já o filme, ele passa as emoções e as músicas ao mesmo tempo dão aquele toque a mais  - e é muito melhor que a minha imaginação.

Principalmente essa cena!

Papai tirou abateria da casa, Henry a guitarra do seu carro, Adam pegou sua guitarra no meu quarto. Todos se juntaram, cantando músicas: as músicas de papai, as músicas de Adam, velhas músicas de Clash, velhas músicas do Wipers. Teddy estava dançando, o cabelo loiro refletindo as chamas douradas. Eu lembro de observar tudo e ter um formigamento no meu peito pensando para mim mesma: É assim que a felicidade parece.
E sim, eu chorei!!

Os atores são muito bons, o Jamie ( Adam) tem uma voz muito bonita - e ele é um gatinho -, a Chloe é uma ótima atriz - embora ela não esteja tão radiante nesse filme como em outros dela-  e eu achei a mãe da Mia a cara da Hilary Duff #ProntoFalei

Mas o ponto é alto , é a trilha Sonora. M A R A V I L H O S A. Achei ela toda no Youtube. \o/



Agora essa "Say Something" é linda demais.


Dessa vez, preferi o filme ao livro. Me emocionou muito mais. Super recomendo os dois - livro e filme.


E vocês já leram? Já Assistiram? Comentem!!

Ah e lembrando que tem promo no blog valendo esse (edição da Novo Conceito ) e mais 04 livros!!

Beijos Beijos


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