Adoro chick-lits. Nem ligo quando falam leitura de mulherzinha e bla bla bla. E finalmente achei um nacional que eu realmente gostei. Ele é engraçado, tem romance e um casal fofo.

Azul da cor do Mar da mineira Marina Carvalho, me fez dar altas risadas no ônibus, enquanto eu o lia, pense na vergonha porque a protagonista Rafaela só se mete em confusão, ô garota desastrada rsrs.



Mas vamos por partes.

Rafaela é uma estudante de jornalismo do último ano da PUC que consegue uma vaga de estágio super disputada no departamento de jornalismo investigativo na Folha de Minas.

Portanto, cada vez mais entendo que o papel do jornalista extrapola a transmissão de notícias. Temos o dever de mostrar a realidade do jeito que ela é, sem subterfúgios.

Lá ela conhece muita gente interessante: a sua chefe Lu, os jornalistas com quem ela trabalha, inclusive o bonitão   Marcelo - que é da editoria de esportes, uma espécie de Thiago Leiffert – que é super a fim da Rafa e o lindíssimo Bernardo – que é o “mentor” da Rafa e a fonte de todo o tormento dela, só que com a cara de um Chris Hensworth *-*

Senti o sangue ferver - na verdade, borbulhar - dentro das veias. Agora mais essa. Cria de Satanás era um elogio para Bernardo. Ele era o próprio Satã, camuflado com uma linda pele de cordeiro.

Rafa nasceu no interior de Minas, ela mora em BH com dois de seus irmão mais velhos, Ricardo e Augusto, um advogado e outro engenheiro, ambos gatissimos também – o mais velho, Gustavo, mora em SP com a namorada e é médico. Aliás esses irmãos da Rafa são uns espetáculos. Aliás é o Gustavo quem dá um presente mega gostoso pra ela, Dom, um pug muito preguiçoso – sou apaixonada por pugs.

Voltando pra Rafa, ela tem três amigas inseparáveis: Alice – amiga de infância-, Sofia – amiga centrada- e Gisele – a amiga periguete e que só causa no livro.

É óbvio que não estou apaixonada por ele. Isso é impossivel; nem que ele fosse o último representante masculino da face da Terra.

Azul da Cor do Mar, segue a mesma linha de Simplesmente Ana, o primeiro livro da Marina, que ainda não foi resenhado aqui, mas esse está mais engraçado, com personagens mais carismáticos e normais.

A Rafaela é muito estabanada, eu me divertia horrores com ela, porque ela é turrona mas vive se estrepando. A cena dela bancando a tiete no jogo de vólei é mega engraçado.

Decidido: melhor viver de uma ilusão e ser feliz do que encarar a feiúra da realidade e me estrepar.

Os colegas de jornal também são um espetáculo á parte, principalmente porque eu via os meus colegas de serviço espelhados nos dela, sim eu sofro bullying por causa da minha altura...

Marcelo é aquele personagem legal, mas você sabe que não vai levar a mocinha – isso é uma fato. Já o Bernardo, ah o Bernardo, eu me apaixonei por ele.

Se tratando daquele ser volúvel travestido de Clark Kent, sem os óculos e o cabelo preto, eu só esperava o pior.

Ele é chato, respondão, não sabe trabalhar muito bem em equipe, mas é lindo, quando quer é um fofo – e a Rafa é uma tapada as vezes, que eu queria dar um chacolhão, mas enfim...Ah e ele tem um segredo.

Rafaela demora a perceber uma coisa, que para nós se torna óbvio, mas seu apego ao menino da mochila xadrez que viu uma vez quando tinha 11 anos, na praia de Iriri no ES, não a deixa seguir em frente. Quando percebe o que ela sente mesmo, fica a duvida se ela vai conseguir deixar essa obsessão que durou tanto tempo, ir assim tão facilmente.

Mesmo sem saber quem ele era, vivi os dez anos seguintes com aquela imagem da praia grudada na minha memória. Aquilo me marcou. Muito. Nem sei explicar por quê.

A única coisa que me incomodou foi a forma de alguns diálogos e a menção de marcas, mas nada que a gente não possa relevar... porque o livro é muito tchuco.



Beijos Beijos


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