Lágrimas ainda estão rolando pelo meu rosto enquanto tento expressar em singelas palavras o turbilhão de emoções pelo quais acabei de passar ao ler este livro. Que até o presente momento, é sem dúvida, o melhor livro do ano.

Profundo, delicado e belamente construído, No Limite da Atração conseguiu penetrar nas minhas próprias cicatrizes profundas, e claro que me deixou emotiva até agora...

Caro leitor, vou confessar que as dores e cicatrizes revividas pelos personagens principais só me fizeram encarar minhas próprias dores a tanto escondidas sob a superfície de normalidade que construí com tanto afinco no passar dos anos. Portanto, esse livro para mim foi mais que uma mera experiência de leitura, ele tornou-se parte de mim, e a princípio você nem dê o devido valor à obra por causa da capa, da sinopse e até do título... E por isso convido vocês a descobrirem os motivos por estar tão envolvida com a história deste livro...


 


No Limite da Atração já havia me chamado a atenção há mais ou menos um mês quando comprei o formato Kindle por conta de ter recebido o ARC de Dare You To (2º volume da série - com personagens diferentes) do Netgalley... Enfim, comprei o Kindle e deixei os dois na minha estante virtual, até que por obra do destino o blog conseguiu parceria do grupo editorial Record e como cortesia da Verus recebi este mesmo livro para resenha.

Posso dizer que fiquei surpresa, no mínimo, com todo o potencial da trama e como ela se desvenda ao longo de algumas horas de leitura (li em 5 horas de uma só vez)!! Não esperava tamanha complexidade na construção de personagens e nem a personalidade altiva, sofrida e tenra dos mesmos. E essas características tão reais só dão mais credibilidade à história que muito bem podia ser a minha, a sua, ou de algum amigo.

Com uma delicadeza ímpar, Katie McGarry entrelaça a história no ponto de vista de dois narradores que partilham um passado atormentado que até hoje provocam dores, mágoas e ressentimentos.

– [...] crescer significa fazer escolhas difíceis, e fazer a coisa certa nem sempre significa fazer o que faz a gente se sentir bem.

Echo Emerson é uma adolescente que está terminando o ensino médio e acabou de iniciar a terapia com a nova conselheira escolar, sua última esperança na verdade. Echo há alguns anos atrás sofreu a terrível perda de seu irmão, mas nem de longe se compara à uma noite fatídica que a deixou sem lembranças do que ocorreu e como ela acabou ficando com os braços repletos de machucados e pesadelos atormentadores. Uma coisa ela sabe :: a pessoa que ela devia amar incondicionalmente havia feito aquilo com ela!!

Não importava. Não eram eles que ficavam deitados na cama à noite tentando descobrir o que tinham acontecido. Não eram eles que acordavam gritando. Não eram eles que se perguntavam se estavam enlouquecendo.

Na mesma escola, mesma turma, e de fato com a mesma conselheira escolar, Noah Hutchins tenta esquecer sua vida miserável, seus lares adotivos, sua raiva pelo sistema (sistema de adoção) e tudo o mais que não centre em seus irmãos. A vida de Noah gira em torno da esperança de reunir sua família. Mas suas escolhas nos últimos tempos o só tem afastado desse objetivo :: notas baixas, rebeldia, drogas... Definitivamente um caso perdido.

A Sra. Collins parou, como se estivesse esperando que eu desse a minha versão da história, mas ela estava enganada. Desde a morte dos meus pais, aprendi que ninguém no sistema dava a mínima. Depois que você entrava, estava ferrado.

A Sra. Collins ao ter esses dois complicados casos em suas mãos tentará de todas as formas ajudá-los e a forma que acaba encontrando é fazer eles conviveram... Echo é escalada para ser monitora, afinal suas notas são mais do que exemplares (graças a exigência de seu pai super controlador) e Noah precisa de ajuda nos exames, afinal vive faltando as aulas...

– Eu poderia ler para você os relatos da polícia, do seu pai, da sua madrasta e até da sua mãe, mas isso não vai fazer os pesadelos sumirem. Você é a única pessoa que pode fazer isso, mas isso significa que você precisa parar de fugir do problema e encará-lo. Converse comigo sobre sua família, o Aires, a escola e, sim, sobre a sua mãe.

Assim Echo e Noah enfim se conhecem :: a esquisitona da escola e o bad boy problemático drogado!!! Faíscas de atração surgem entre eles, mas uma relação ainda mais profunda passa a ser construída quando nós leitores vamos entrando na cabeça destes personagens e o modo como eles lidam com as trágicas vidas deles.

Para mim, “normal” parecia pior. Claro que agora as pessoas falavam comigo, mas sair com o Luke e retomar a amizade pública com Grace não impedia os sussurros. A grande ferida aberta dentro de mim não tinha sido preenchida como eu esperava. Na verdade, o buraco aumentara em tamanho e profundidade.

Simplesmente como não se emocionar com a bela relação de confiança, carinho, proteção, amizade, amor, e tudo o mais que vai se construindo entre eles?!? Ambos sofreram muito, e ainda carregam diversas cicatrizes, e cada um precisa aprender a lidar com sua própria dor, com seu próprio passado.

O pior tipo de choro não era o que todo mundo podia ver – os gemidos, as roupas rasgadas. Não, o pior tipo acontecia quando sua alma chorava e, não importava o que você fizesse, não havia consolo. Algo murchava e se tornava uma cicatriz na parte da alma que sobrevivia. Para pessoas como a Echo e eu, a alma tinha mais cicatrizes do que vida.

Sem dúvida se você leitor como eu já sofreu uma perda terrível e não conseguiu expressar toda sua dor, seu luto, ou o que quer que seja, vai compreender profundamente meus sentimentos em relação a esse livro. A escrita bela da autora consegue tocar em nossos corações ao mesmo tempo que estamos torcendo para os nossos queridos personagens domarem suas próprias emoções e analisando suas próprias vidas possam ter um futuro melhor.

Ela relaxou e se encaixou perfeitamente no meu corpo. No ar frio e revigorante de fevereiro, balançamos juntos, ao som do nosso próprio ritmo. Por um instante, escapamos do inferno. Nada de professores, nada de terapeuta, nada de amigos com boas intenções, nada de pesadelos – só nós dois, dançando.

Estou aqui de madrugada (hora que produzi a resenha) expondo como nunca antes numa resenha (confusa eu sei) as minhas cicatrizes mais profundas. Sinto-me exposta, mas sei que assim aprendo cada a dia não esconder mais a dor, pois ela faz parte de mim. Desculpem-me se divaguei demais nesta resenha, mas No Limite da Atração conseguiu provocar isso tudo em mim nessas poucas horas de leitura.



Só espero um dia poder me recuperar... Pelo menos tenho Echo e Noah como exemplos <3

Ahhh e agora eu estou ainda mais ansiosa para iniciar Dare You To, ainda bem que não preciso esperar o lançamento (dia 28 de Maio no USA) para ler... Beijos, Bye Bye... Vou agora iniciar o próximo livro ;)

E você leitor, o que achou da Resenha, parte confissão chorosa, rs??? Gostou da história?? Então comenta, e aguarde que ainda essa semana teremos Promo do livro para vocês <3


P.S. O Livro é tão especial que a autora publicou na última página do romance a playlist que a inspirou na hora de compor a trama, os personagens e determinadas cenas... E como sou apaixonada por música, me encantei quando vi que minhas bandas favoritas estavam na seleção da autora e corri para montar a playlist e disponibilizar para vocês...

Só clicar na música que você será direcionado para o Sonora =)



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